É irônico o que se pode fazer por muitas pessoas, e não conseguimos fazer absolutamente nada por uma só..
18 de nov. de 2009
Talvez tudo seja ilusão, eu, você,...
E de que se vive então?
Nesse mundo onde tudo se perde, eu não quero ser mais uma, diz-se que há tempo para tudo, mas quem nos avisa quando esse tempo chega ?
Corri o mundo á sombra de muitos sois, nada de regras, imposições.
Irresponsabilidade ? Não me faça rir, é no inconsciente que se cria os fantasmas, e nunca me dei bem com nenhum dos meus, não será desta vez.
Deitarei contigo essa noite, nada de regras, prefiro peripécias abarrotadas de detalhes, e mesmo que eu me afogue em soluços, eu prefiro.
Convencer-me do contrario seria perca de tempo.
Sou assim.... segurança demais ? De menos ? Não pretendo saber, deixo a vida seguir, as coisas acontecerem, o inesperado me atrai, o inatingível me desafia, e eu pago pra ver.
Mesmo que isso me isso em custe caro, eu prefiro assim.
Nunca fui de arrepender do que fiz, e dizer que arrepender do que não fiz, me soa muito poético e não combina com minha “instabilidade” natural.
A vida me fez assim .....
Por que o seu sorriso mexeu com todos meus instintos e nem parar de tremer eu consegui.
Por que a sua segurança acabou com a minha, e me fez parecer uma “menina” naquele momento.
E assim, desprovida de qualquer arma, e armadura, me senti “nua” na sua frente, e se quer fingir eu fui capaz.
Isso me preocupa menos do que devia.
Por que o teu silêncio pode ser o problema maior com o qual eu venha me deparar, e isso não me faz querer recuar, nem a ansiedade dos próximos acontecimentos, a incerteza do nada, e a expectativa do tudo, me faz querer.
E ... não me peça nada alem de muitos carinhos e entrega total, por que é apenas disso que disponho no momento.
15 de nov. de 2009
13 de nov. de 2009
Ora..... ora....ora...
Sinceramente não sei.
É... apenas não sei, pode ser que eu me incomode, chore, ou apenas lamente da sorte.
Simplesmente não sei... Eu deveria mesmo saber ?
Talvez a “magia” esteja no não saber.
Não quero saber o que vai me acontecer amanha, depois... o hoje me basta.
Não quero saber das conseqüências, só quero que aconteça, eu assumo os riscos.
Como assim isso te soa estranho ?
Inacreditável, aonde você se perdeu ?
É..... aonde se perdeu .
Viver de menos, pensar de mais, pra mim isso é se perder, se é que me entende.
Se não me entende eu posso te ajudar, mas para isso eu preciso que permita.
Ora vamos, eu prometo que arco com as conseqüências, e se isso não for suficiente.... eu te prometo mais... muito mais.
11 de nov. de 2009
Não... não ai, aqui bem do meu lado, colado em mim.
Me da seu braço, passa ele em volta do meu corpo.... Se quiser, pode jogar suas pernas sobre as minhas, se pesar eu prometo não reclama.
Agora chega o rosto bem perto do meu ouvido, deixa eu sentir, ouvir, sua respiração.
Fica assim, quieto, enquanto eu, em silêncio, peço pro dia não amanhecer.
Isso doeu tanto baby, tambem saiu sangue, e não melhorou...
Viu só?!
Não tem nada a ver com você, com seu jeito frio e distante.
Não... e.. eu nem me incomodo com sua ausência, com suas desculpas e seu descaso, na verdade, é só minha unha que doi sem parar.
Viu....
É que isso me irrita, nem dormir direito tenho conseguido.
E não se preocupe (se é que isso ocorre) , nada do que você faz me incomoda, nem seu celular desligado e a falta de respostas das mensagens me chateia....
É só a unha.....
Comprei tambem um pouco de alegria e paz, quantos mais compraram ?!
Foi então que parei...
Nada me pertencia.
Decidi ir para casa, tirar tudo, aquele sorriso amarelo, aquela alegria insuportável e a pa... Ah! A paz... essa também joguei fora... e olha que nem foi dificil, era demais pra mim... apenas joguei fora e pronto.
Olhei fixamente minha imagem no espelho .
Definitivamente.... não gostei do que vi, lavei o rosto e fui dormir.
Amanha bem cedo vou sair e comprar outro sorriso.
2 de mar. de 2009
Para o Pequeno Príncipe
Nossa, há quanto tempo... Como vão as coisas no seu pequeno planeta? Aqui, no meu, andam imensamente estranhas – muito baobá para pouca flor, se é que você entende meus simbolismos.
Quem sempre fala de você é aquela ex-miss que vivia chorando por sua causa, lembra? Ela me contou da sua amizade com a Raposa.
Príncipe, como você é meu amigo de infância, não posso deixar de alertá-lo. Cuidado com a Raposa. Ela parece uma coisa, mas é outra. Faz-se de fofa e é uma cobra, uma chantagista.
Quando a conheci, ela disse que não podia conversar comigo, pois não sabia quem eu era. “A gente s conhece bem as coisas que cativou”, ela falou, toda insinuante.
Respondi que, se nós duas nos cativássemos, ela ficaria triste quando eu fosse embora. Foi quando saquei que ela queria ter um cacho comigo, pois a Raposa pegou no meu cabelo – eu estava loira na época – e disse que tudo bem, porque ela olharia os campos de trigo e se lembraria de mim.
Marcamos um encontro para o dia seguinte, às 4. E ela me pediu para chegar às 4 em ponto, dessa forma ela ficaria feliz desde as 3 somente por esperar o momento do nosso encontro. Achei estranho, mas pensei que fosse charme. Não era.
Cheguei 15 minutos atrasada e a Raposa surtou. Falou que nós somos eternamente responsáveis por aquilo que cativamos. E perguntou para mim, olhando diretamente nos meus olhos, se eu tinha consciência de que “perder tempo” com o outro é o que faz essa história importante.
Percebeu o tom de chantagem? Ela joga na cara tudo o que faz em nome do outro. Ela deseja afeto, mas o quer como uma responsabilidade de mão única. Porém, também somos responsáveis quando nos deixamos cativar – relacionamentos são vias de mão dupla.
A Raposa exige a certeza de um compromisso com hora marcada, impondo regras à troca afetiva. As regras dela, claro, já que ela quer todo o afeto a favor de seu bem-estar. Chega a ponto de dizer que será feliz porque você virá. Como se a felicidade fosse algo condicionado ao outro, à espera do outro, ao encontro com o outro.
Veja que coisa infantil. São as crianças que precisam de horários certinhos e de associar suas emoções às pessoas com quem se relacionam. Sentindo prazer ou desprazer diante da ausência ou presença da mãe ou do pai ou de quem quer que seja. Na criança, ainda não há um universo interior, entendeu? Quando nós crescemos, temos de conseguir ver o mundo através das próprias perspectivas. Enxergar a beleza de um trigal sem nos lembrar de ninguém.
A Raposa, como uma criança assustada, quer que aqueles que a amam estejam com ela na hora em que ela deseja. Achando que eles são “responsáveis” pela felicidade dela. Ou seja, o outro lhe deve algo por tê-la cativado.
Desde esse dia, não falo mais com ela. E aconselho você a fazer o mesmo. Ela não é flor que se cheire.
Saudades distantes,
Fernanda Young
5 de dez. de 2008
14 de abr. de 2008
Tem dias ...
Nao tem ?
Ou so eu tenho isso?
O que é estranho é que (relativamente) eu nao tenho motivos.
Vai enteder... o dia ta acabando.......
Mas o aperto no coracao nao :/
10 de abr. de 2008
24 de mar. de 2008
Assisti ao filme ´´ Mentiras Sinceras ´´ com uma pontinha de decepção – os comentários haviam sido ótimos, porem a contenção inglesa do filme me irritou um pouco – mas, nos momentos finais uma cena aparentemente simples redimiu minha frustração .
Embaixo de um guarda-chuva, numa noite fria e molhada, um homem diz para uma mulher o que ela sempre precisou ouvir. E eu pensei : como +e fácil libertar uma pessoa de seus fantasmas e, libertando – a, abriu uma possibilidade de tê-la de volta, mais inteira..
Falar o que sente é considerado uma fraqueza. Ao sermos absolutamente sinceros, a vulnerabilidade se instala. Perde – se o mistério que nos veste tão bem, ficamos nus. E não é este tipo de nudez que nos atrai.
Se a verdade pode parecer perturbadora para quem fala, é extremamente libertadora para que ouve. É como se uma mão gigantesca varresse num segundo todas as nossas duvidas. Finalmente se sabe.
Mas sabe o que ? o que todos nos queremos saber : se somos amados.
Tão banal não ?
E no entanto essa banalidade é fomentadora das maiores carências, de traumas que nos aleijam, nos paralisam, e nos afastam das pessoas que nos são mais caras. Por que há dificuldades de dizer para alguém o quanto ela é – ou foi – importante ?
Dizer não com recurso de sedução, mas como ato de generosidade, dize sem esperar nada em troca. Dizer simplesmente.
A maioria das relações, ampara – se em mentiras parciais e verdades pela metade. Podem, - se passar anos ao lado de alguém falando coisas inteligentíssimas, citando poemas, esbanjando presença de espírito, sem alcançar a delicadeza de uma declaração genuína e libertadora, dar ao outro uma certeza e, com a certeza a liberdade. Parece que só conseguiremos manter as pessoas ao nosso lado se elas não souberem tudo. Ou., ao menos se não souberem o essencial. E assim através da manipulação, a relação passa a ficar doentia, inquieta, frágil. Em vez de uma vida a dois, passa – se ter uma sobrevida a dois.
Deixar o outro inseguro é uma maneira de prendê-la a nós , e este ´´nós ´´ inspira um providencial duplo sentido. Mesmo que ele tente se libertar, estará amarrado aos pontos de interrogação que colecionou. Somo sádicos e avaros ao economizar nossos ´´ eu te perdôo ´´ , ´´ eu te compreendo ´´ , ´´ eu te aceito como es ´´ e o nosso mais profundo ´´ eu te amo´´ , não o eu- te- amo- dito as pressas no final de uma ligação telefônica, por força do habito, e sim o eu- te- amo , que significa : ´´ seja feliz da maneira que você escolheu, meu sentimento permanecera o mesmo ´´ .
Libertar uma pessoa pode levar menos de um minuto. Oprimi-la é trabalho para uma vida. Mais que as mentiras, o silencio é que é a verdadeira arma letal dos relacionamentos humanos.
Por isso fale.
4 de jul. de 2007
"Não confundas o amor com o delírio da posse, que acarreta os piores sofrimentos.
Porque, contrariamente à opinião comum, o amor não faz sofrer.
O instinto de propriedade, que é o contrário do amor, esse é que faz sofrer.
(...) Eu sei assim reconhecer aquele que ama verdadeiramente: é que ele não pode ser prejudicado.
O amor verdadeiro começa lá onde não se espera mais nada em troca.”
15 de mai. de 2007
Não me perguntes para onde vou, so vou para onde levam-me, meus proprios passos.
É a primeira vez na vida que acho um motivo para chorar... eis que me permito chorar, chorar muito, com a alma, não fechei os olhos, não torci a boca, não virei a cara, apenas deixei que as lagrimas caissem.
Nunca mais quero chorar assim na vida, doeu-me tanto.
Conclui que as coisas, uma vez destacadas das suas “imitações”, não podem mais ser comparadas a nada.
(...) Ah , que ninguem me dê intenções piedosas.
Que ninguem me peça definições!
Nem me digas, vem por aqui.
Sereis vos quem me daras impulsos, ferramentas e coragem para eu derrubar os meus obstaculos?
(um seculo de perguntas )
Minha vida é um vendaval que se soltou...
Uma a mais que se perdeu...
É-me tao dificil merecer a vida, continuar aqui, armada em sei la o que...
É melhor não deparar com ela, nem com seus sinais (...) É melhor...
24 de nov. de 2006
Leve como a brisa noturna, avassalador como um tufão, me deixaria tonta, sem eira nem beira, e depois da tempestade viria a calmaria.
Me embriagaria nos seus encantos, dançaria na ponta dos pés...
Te beijaria a boca, te falaria com os olhos e lhe presentearia com a noite...
Disseram-me que você viria com a chuva....
Mas ela veio só...
É ... disseram –me tanta coisa que ainda me perco nelas.
O que me resta agora?
Isso ninguém me disse....
7 de nov. de 2006
Não precisamos da paixão desmedida
Não queremos beijo na boca...
E nem corpos a se encontrar na maciez de uma cama...
Há certas horas,
Que só queremos a mão no ombro,
O abraço apertado
Ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado...
Sem nada dizer...
Há certas horas,
Quando sentimos que estamos pra chorar,
Que desejamos a presença amiga,
A nos ouvir paciente,
A brincar com a gente,
A nos fazer sorrir...
Que nos teça elogios sem fim...
E que apesar de todas essas mentiras úteis,
Nos seja de uma sinceridade inquestionável...
Que nos mande calar a boca
Ou nos evite um gesto impensado
Alguém que nos possa dizer:
Acho que estas errado, mas estou ao teu lado...
Ou alguém que apenas diga: Gosto muito de você!
2 de jun. de 2006
31 de mai. de 2006
29 de mai. de 2006
Eu lhe contaria meus segredo mais íntimos, abusaria da minha fraca defesa, deixaria o meu orgulho (já resumido ao nada) de lado.
Deve ser influencia do céu ou do meu amor egoísta.
Pode ser que eu fale de nós dois...
Uma bela mentira fundida com a verdade.
Realidade, insanidade ... ?
Ou não...
Talvez eu lhe conte uma historia antiga, da menina que queria ser princesa e afogou-se em sonhos de sangue.
Assim, sentada á sua frente ...
Eu não faria forças para parecer sabia, não importaria em gaguejar, e mesmo morrendo ao seu lado não deixaria que sentisse minha dor.
Mas provavelmente hoje eu não fale nada (como sempre).
São tantas e perdidas palavras que eu não conseguiria traze-las de volta, como o tempo que se perdeu, como os sonhos que ficaram para trás.
Por vezes eu quis agarra-los no passado e faze-los presente.
Inútil...
E mais uma vez, na espera do novo eu me reservaria ao direito de calar, respiraria fundo como quem estava sendo sufocada, te olharia como quem vê através de sua transparência, e não diria nada.
Só assim me atreveria a te esquecer...
Aos poucos.
E no fundo haveria um fria felicidade (porque foi você quem me deixou ir).
